MORTE DE CRIANÇA NÃO É DANO COLATERAL
É RACISMO ESTRUTURAL E DESRESPEITO AOS DIREITOS HUMANOS.

"PAREM DE NOS MATAR",
pede Luiz Fernando, de 14 anos, em sua carta para o STF.
Neste filme-carta, ele e outras quatro crianças moradoras de favelas reivindicam o direito de brincar e estudar, revelando seus sonhos e medos, em meio às operações policiais no Rio de Janeiro. A partir do olhar infantil, Cartas pela Paz discute a política de segurança pública do estado.
SOBRE O PROJETO
No documentário, crianças das comunidades escrevem cartas destinadas às autoridades públicas, expressando seus medos, angústias e pedindo, de forma urgente, o fim dos tiroteios decorrentes de operações policiais nas favelas.
A campanha CARTAS PELA PAZ busca sensibilizar a opinião pública sobre o drama das balas perdidas que vitimam crianças moradoras de favelas, predominantemente negras e pobres, e questionar de forma incisiva a atual política de segurança pública praticada no Rio de Janeiro.
A política de segurança pública brasileira tem violado sistematicamente os Direitos Humanos, ignorando preceitos básicos reconhecidos até mesmo no Direito Internacional de guerra. Nossa motivação é combater a naturalização dessa violência exercida pelas forças de segurança do Estado nas comunidades mais vulneráveis. É inaceitável a forma como garantias individuais são historicamente desrespeitadas, com o Estado frequentemente tratando a morte de crianças como "danos colaterais".
Essa violação constante dos Direitos Humanos pela segurança pública evidencia um problema estrutural que nunca foi devidamente enfrentado. Suas raízes históricas estão profundamente ligadas à escravidão e ao período da ditadura civil-militar, cujos efeitos ainda alimentam injustiças e mortes nos dias atuais.
No Brasil essa questão vem sendo debatida no STF por meio de uma Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 635), que tem como objeto regularizar as operações policiais em favelas de acordo com a Constituição Brasileira, respeitando os princípios fundamentais.
Enviaremos as cartas, bem como o documentário, para os órgãos internacionais responsáveis pela proteção dos Direitos Humanos. Nosso objetivo é mobilizar a atenção de autoridades internacionais para a tragédia humanitária que se perpetua em nosso cotidiano.
MANDE SUA CARTA
Se você deseja colaborar, envie sua carta ou desenho relatando sua experiência ou demonstrando solidariedade com a causa.
Enviaremos as cartas, bem como o documentário, para os órgãos internacionais responsáveis pela proteção dos Direitos Humanos. Nosso objetivo é mobilizar a atenção de autoridades internacionais para a tragédia humanitária que se perpetua em nosso cotidiano.